Automação Residencial: Segurança, conforto e economia.

Você entra em casa, passa o dedo em um controle e, automaticamente, a televisão liga no seu canal preferido, o rádio toca a música que você mais gosta, o ar condicionado deixa a sala na temperatura ideal, as cortinas se abrem e é possível ver que, lá fora, o jardim começa a ser irrigado. Parece ficção científica, mas é apenas tecnologia.

A automação residencial é “um conjunto de tecnologias das quais se pode dispor na residência de forma integrada”. Cada dispositivo eletroeletrônico precisa de uma ação humana individual para ser ativado, mas, com a tecnologia, eles serão acionados por um só sistema. Dessa forma, em um mesmo dispositivo controlam-se coisas tão diferentes como o aparelho de som e as cortinas de casa.

Existem aplicativos para smartphones e tablets para comandar diversas funções na residência, e nem é preciso estar no ambiente. Você pode, de qualquer lugar com acesso à Internet, acionar uma série de coisas, como por exemplo o alarme, ou fechar as cortinas, ou até mesmo irrigar seu jardim.

O uso da tecnologia é também uma maneira de potencializar sistemas de segurança já instalados. Podemos, por exemplo, programar o sistema para desligar todas as luzes e equipamentos quando uma pessoa sai, e “se houver qualquer movimentação dentro da casa ou abertura de uma porta ou janela o cliente poderá ser notificado por sms e, por meio das câmeras, visualizar o que está acontecendo”. Além disso, a automação ajuda na prevenção de acidentes, pois há tecnologias que conseguem, por exemplo, perceber vazamentos de gás, cortar o abastecimento de casa, e ainda avisar ao morador o que ocorreu. A automação também ajuda a gastar menos energia, pois há uma racionalização no uso de eletricidade em coisas como lâmpadas e ar condicionado. A economia pode chegar a até 70% em relação ao consumo normal, dependendo do projeto.

José Roberto Muratori, presidente da Aureside, identifica um aumento no mercado de automação devido ao perfil das pessoas que compram imóveis atualmente. Segundo ele, são jovens que já estão acostumados à tecnologia e que, por isso mesmo, buscam a integração de sistemas em suas residências. Há alguns anos, era restrito a classes mais altas, mas, com o passar do tempo, os preços têm caído com as várias opções oferecidas no mercado, diz ele. Ele conta que as pessoas começam com uma automação básica, em um só cômodo, como a sala de TV, mas logo ampliam para configurações mais completas.

Fonte: Vida e Estilo